domingo, 22 de maio de 2011

Coisas das quais nunca temos certeza


Eles tinham 14 anos e estudavam em salas diferentes, mas tinhamos amigos em comum.
Nunca conversaram.
Com 16 anos ela mudou de escola e a vida caminhou.
Fez novos amigos, cortou o cabelo e pintou de vermelho.
No último ano do colegial ele se mudou para a mesma escola.
Agora estudavam na mesma sala.
Ele sentou no 1ª carteira e ela sempre no fundo.
Ele fez amizade com seus amigos e logo chegou até ela.
Se tornaram colegas.
A escola acabou e os amigos e o namorado ficaram pra trás.
Trocaram e-mails e começaram a se descobrir.
Passaram tanto tempo perto, mas nunca nos conheceram de verdade.
Ele confessou que sempre quis falar ela e ser mais que amigo.
E ela não teve coragem de dizer que nunca tinha reparado nele e mesmo sabendo que ele é uma das melhores pessoas que conhece jamais quis se relacionar com ele.
Ela sente que deveria mas não consegue me sentir atraída por ele.
São amigos?




Eu estava no meu 1º estágio há alguns meses.
Ele chegou com os seus olhos verdes e um jeito diferente.
Não falava sobre rock, não entendia de futebol e nem manjava de mangá.
Logo todas as minhas qualidades não significavam nada pra ele.
Eu me esforçei.
Ouvi Los Hermanos, frequentei cinema cult e li Nietzsche...
Saímos tantas vezes e nada.
Todos no trabalho sabiam que eu queria algo a mais.
Um dia cansada de todo esforço.
Eu digo tudo o que sinto e ouço:
 - Eu gostava de você no começo você era tão diferente, tão autêntica pelo menos era o que parecia e agora sei lá, vamos ser só amigos, ok?
Nunca mais consegui gostar de Los hermanos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mais um dia eu descubro você menos vinho e mais de nós dois


Ela olhava para ele todas as noites e gostava de imaginar como ele seria.
Seus gostos, manias, manhas e implicâncias.
Cada vez ele olhava pra trás e ela descobria uma nova parte do seu rosto.
Ela gostava dessa relação olhar sem ser vista,
Se sentia segura dali de trás.
Uma noite ele se vira em direção a ela.
Os olhos se encotram, ela disfarça o olhar.
Dias depois se encontram na porta do elevedor
Ela diz: - Oi!
Ele responde: - Oi, td jóia?
Ela responde: - Tudo.
Eles entram no elevedor sem dizer uma palavra.
Mais ela ganhou novos traços dele os olhos pequenos dele de perto são mais bonitos e o seu nariz grande  é o que ela mais gosta nele.
No final da noite eles seguem para o mesmo metrô mais pegam em sentidos opostos.
Não se encontram mais no elevador, mas continuam trocando olhares tímidos.
Ela sempre sozinha e ele vez ou outra com alguns amigos.
Ela sabe que nunca vai passar disso, mas no fundo gostaria que dessa vez fosse diferente.