quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Costumo chamar de lar os lugares onde meu coração está...


Um livro de 1300 páginas, ela começou a ler no inicio do ano.
Já é quase dezembro e ela ainda está na metade.
Em outra cidade ele se diverte e pensa nela só no final da noite.
Afinal, teria se divertido bem mais com ela ali também.
Ela tem dificuldade de se concentrar, pensando no que está perdendo por não estar na cidade dele.
Eles se conhecem a quase 2 anos.
São apenas amigos.
Não falam a respeito de peguetes, rolos, amizades coloridas, paixões plâtonicas e nem quase namoros.
Eles conseguem conversar por horas sobre os assuntos mais banais do mundo.
Eles sempre discutem, nunca brigaram.
Quando se conheceram ela daria o mundo para ser vizinha dele.
Ter crescido com ele, imagina como ambos poderiam ter sido juntos desde o começo.
Ficam algumas semanas sem se falar.
Ela já aprendeu tanto com ele, e ele também apesar de não assumir.
Ela sempre se supreende como sabota seus relacionamentos, porque não quer abrir mão do que tem, mesmo sendo tão pouco.
Na maioria das vezes, acha que se eles morassem perto jamais teriam algo, ele seria só mais um cara.
Outras acha que ele seria tudo.
Ela queria guardar todas as conversas e o carinho que sentem um pelo outro em uma caixinha e esconder do mundo.
Porque sabe que tudo tem um fim.
Em algum momento vai surgir uma terceira pessoa.
E isso é inevitável, eles não podem controlar.