terça-feira, 21 de junho de 2011

Você merece o mundo e eu talvez não



Fazia um tempo que eu estava procurando um estágio.
Fiz várias entrevistas, mas não me chamaram pra nada e também nenhum trabalho tinha me chamado a atenção.
Vi um aviso no mural da faculdade sobre vagas para estágiarios no Tribunal de Justiça.
Fui até o local que estava no aviso.
Fiz uma prova e alguns dias depois fui fazer uma entrevista pessoal.
Era em uma vara criminal, eu que sempre gostei de Direito Penal fiquei empolgada.
Conversei com a chefe do Cartório e pareceu que ela gostou de mim.
Algumas semanas depois comecei a trabalhar lá.
O trabalho era bem simples e diferente do que eu tinha feito.
No meu segundo dia de estágio uma funcionária me ofereceu carona e eu aceitei.
E a partir de então todos os dias nós íamos embora juntas.
Conversando como se nos conhecemos há muito tempo.
Apesar de um olhar muito triste que ela carrega, é sempre bem humorada e se diverte com coisas pequenas do dia a dia.
Como um sorteve após o almoço e um pão de queijo no meio da tarde.
Ela sempre me ouviu e nunca me pediu nada em troca.
Sempre a admirei tanto, o jeito apaixonado como ela fala dos filhos e da saudade que sente do marido, é uma pessoas que sente amor profundo pelas pessoas que a cercam e isso a torna tão rara e especial.
O tempo ás vezes nos trai nos afastando das pessoas queridas que gostaríamos de conviver diariamente.
 Daria o mundo pela felicidade dela, mas como não tenho ofereço apenas minha sincera amizade.

sábado, 11 de junho de 2011

23h11


Um dia ela acordou e decidiu ir para o Rio de Janeiro.
Morou a vida toda em São Paulo e nunca tinha saído do seu Estado.
Sempre sentia saudade daquilo que não viveu.
Tinha aquela misto de raiva e inveja por não ter aquilo que achava justo pra ela.
Pegou um ônibus e foi ver sua nova banda favorita tocar.
Passou metade do dia dentro do ônibus e não reclamou pelo contrário delirou com a nova paisagem.
Acostumada com o caminho da sua casa até trabalho, aquele caminho que ela conhecia tão bem pela janela do metrô.
Quando chegou em Copacabana ficou pasma com aquela areia tão branca e aquele mar todo ali no meio da cidade.
O calçadão cheio de ambulantes, nóias, gringos e meninas de shortinho apesar do frio de Julho.
Ela chegou na porta do show e haviam poucas pessoas que ela, claro, não conhecia.
O flyer do show dizia as nove em ponto, mais não aparecia ninguém pra abrir o local.
Apareceu um cara sozinho eles começaram a conversar, com eles mais 2 amigos e ficaram conversando a noite toda trocaram e-mails e telefones.
O show acabou ela pegou o ônibus e voltou para São Paulo.
Os dois começaram a conversar quase que diariamente por msn.
Os meses passaram e o aniversário dela chegou, brincando ela pediu que ele enviasse um presente pelo correio.
Ele enviou e acertou no presente.
Ela prometeu enviar um presente pra ele no Natal.
Cumpriu sua promessa enviando uma camisa da banda favorita dele.
Eles nunca mais se viram e nem as conversas tem sido tão frequentes.
Mas eles continuam trocando presentes.