sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A balada
















Ela não processou como as coisas aconteceram 

Ele chegou 
Abraçou forte,
Segurou a sua mão
E mostrou o seu sorriso mais bonito.

Mas se esqueceu de gostar dela...

Reparou em tudo que ela possuía e tentou se adequar.

Mas não notou os seus medos, 
Nem reparou no que era importante para ela,
Ela tentava gritar,
Mas ele nunca percebeu quem realmente estava ao seu lado.

Ela gostava das mãos dele,
Da sua voz ao telefone,
Até do seu cheiro de cigarro que demorava a deixar a roupa.

Odiava todas as criticas e as cobranças que vieram junto.

No fim achou que os dois poderiam ter sido melhores.




sábado, 21 de julho de 2012

Honestamente



Enfim, a calmaria
A amizade sobreviveu ao amor não correspondido
E me libertou da esperança de um dia te ter...
Logo eu, que não suportava a ideia da rejeição não imaginei que ela me faria tão bem...

A vida segue
E novamente, eu recomeço.

domingo, 27 de maio de 2012

Again




Pensar demais me deixou assim,
Sempre procurando respostas ou uma visão diferente para as coisas
Me sentindo um peixe fora d'água ...

Transitar por meios diferentes
Me deixa igual em todas as esferas
Sempre um ponto solitário
Sempre enxergando as coisas de fora

As vezes sinto que o meu tempo já passou
Mas fico perdida
Querendo saber em que tempo estou agora
Se já deixei tanta coisa passar
E tenho plena consciência disso
O que afinal me puxa tanto pra trás

Ah, pensar demais me fez estagnar aqui
Agir sem pensar também não me levou muito longe...

Sem tentar ser diferente,
Acabei me tornando igual...

O tempo




Discutimos,
Deixamos de nos falar
Deixamos o tempo passar...

Nos encantamos por outras pessoas
Tentamos...

 Sentimos saudades,
Choramos escondidos

Conhecemos novas pessoas mais uma vez
Tentamos nos adequar com uma cara blasé

E no fim estamos aqui
Um de frente para outro
O nosso ponto de partida para recomeçar
Prontos para resolver sem conversar.

domingo, 1 de abril de 2012

"Faça o que tú queres, pois tudo há de ser da lei"

No 2º ano do colegial tive que mudar de escola.
Fui pra escola nova sozinha, não conhecia ninguém.
Lembro que cheguei na sala e aula era de educação artistica.
Eu não tinha levado o material pra aula.
Então o garoto sentado na carteira da frente perguntou meu nome e me emprestou uma folha de sulfite.
Eu tinha um desenho do Kurama dentro do fichário que minha melhor amiga do meu antigo colégio tinha feito pra mim.
Lembro que passei por cima e pintei o desenho.
O cara da frente virou pra trás e pirou por eu conhecer Yu Yu Hakusho e começamos a conversar.
A amizade nasceu ali.
Começamos a sentar juntos e discutir mangás e música.
Logo todo mundo da sala começou com famoso:
- "Hummm, tô sabendo".
Nisso, nos acanhamos e fomos cada um pro seu lado eu comecei a sentar na frente junto com um cara que tava começando a curtir hardcore também.
E o Bruno sentou no fundão com a Japa que curtia Hardcore também, mas só porque namorava um cara que tinha banda.
Mantivemos a cordialidade mas nos afastamos.
No 3º ano dividiram nossa turma.
Eu e o Bruno caímos na mesma sala e começamos a sentar juntos novamente.
Dessa vez a amizade engatou.
Começamos a comprar mangás juntos, íamos jogar CS em Lan House, eu dava meus cds de hardcore pra ele gravar pra mim (é eu não tinha computador na época), trocamos livros eu dei a biografia do Lula pra ele e ele me deu um livro sobre a vida de um cachorro não me recordo do título.
Logo, começamos a sair juntos e trocar beijos.
Não demorou muito pra começarmos a namorar.
Bem, nunca me diverti tanto com um namorado, na época não tinhamos compromisso com nada, exceto nos divertir fazendo coisas estúpidas.
O colegial acabou, entramos na faculdade juntos cada um em uma faculdade e em curso diferentes.
Aquela falta de compromisso não havia mais.
Falavamos línguas diferentes agora, a distância foi matando o aquilo que era fácil.
Terminamos, não nos falamos por uns 2 anos acho.
Nos encontramos por acaso um dia em uma praça de alimentação cada um com seu respectivo par.
Voltamos a conversar e era como se nunca tivessemos parado.
Mas vida de um já não cabia na vida do outro.
Às vezes, uma música ou alguma piada me trás uma lembrança forte dele e tudo que vivemos.
As pessoas realmente importantes estão sempre presentes e não importa como.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mas se o sorriso é tão forçado...



Dentre tantas opções escolhi o silêncio.
É dificil admitir que alguém que você goste tanto não caiba mais em sua vida.
Protelei o quanto pude esse momento.
Mas a cada vez que eu tentava fazer com que tudo fosse como no começo, ficava mais óbvio que o nosso momento já tinha passado.
Às magoas, as chateações ficam tão pequenas perto do vazio de estar perdendo alguém especial.
Amizadade é isso, de cara os amigos se reconhecem, são companheiros por determinados momentos da vida e quando precisam partir o amigo de verdade entende o porque...
Nem sempre dá pra aceitar logo, porque amizade é algo dificil de se encontrar.
Mas nem o tempo ou distancia apagam o sentimento e o carinho que existiu.
A amizade verdadeira é eterna.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"..."



A partida dela me deixou assim pensando se aquilo era certo ou não.

Um dia



A minha coluna dolorida.
As contas para pagar.
A esperança fragilizada.
A insegurança refletida na minha insônia.
Caminham comigo todos dias.

Os dias vão seguindo.
Entro e saio dos lugares.
As pessoas são diferentes.
Mas as perguntas são as mesmas e o olhar tentando disfarçar a decepção com as minhas respostas também.
Todo mundo torcendo por mim tentando evitar "aquele assunto".
A vontade de desistir de tudo e jogar tudo pro alto vem todos os dias.
Prendo o choro, respiro fundo e continuo.
Até onde conseguir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Às vezes quando vou a Augusta



Estudei no período matutino nos 2 primeiros anos de faculdade.
No segundo semestre de 2007 decidi mudar para o período da noite.
Eu queria um estágio em tempo integral e também queria mudar de ares, porque mais da metade da turma que iniciou o curso comigo já tinha se desingrado.
Já tinha alguns amigos que estudavam á noite, que haviam me alertado que a sala era cheia de panelinhas.
De cara um amigo me disse que tinha um cara na minha sala que parecia comigo.
Assim que olhei pra ele o detestei a primeira vista.
Eu não sei explicar exatamente o que me fez despreza-lo sem ao menos ter trocado uma palavra com ele, mas tudo nele parecia forçado o jeito de ser sempre o mais engraçado, o mais foda, o cara tirava todo mundo e sempre se safava de tudo mesmo sendo um vagal.
Mas, aparentemente não foi recipropoco.
No começo ele tentou chamar a atenção, conversar e ficava me encarando.
Além de não ir com a cara do individuo, eu comecei a namorar um cara de fora da faculdade na época e o fato de ir em todos os shows de hardcore possíveis naquele ano, contribuiu muito para que eu realmente não desse muita atenção para qualquer um daquela sala.
Logo me tornei a anti-social da sala.
E as tentativas frustradas de conversas comigo se tornarão motivo de piada interna.
Um pouco depois procurei o figura no orkut, fiquei curiosa em saber o que o "poser" gostava notei que tinhamos mesmo muita coisa em comum, logo comecei a frequentar seu perfil quase que diariamente (é triste, eu sei).
No fim da faculdade ele começou a namorar e eu conheci outra pessoa.
Manerei na monitorição.
Até que decidi parar de vez, me convenci do quanto aquilo era ridiculo.
Eu não encontro muitas pessoas com quem estudei na faculdade por aí.
Mas as vezes quando vou a Augusta vejo ele por lá, as vezes almoço no centro vejo ele por lá e as vezes quando estou no metrô o vejo.
Ele me olha e fingi que não me vê.
Eu faço a mesma coisa.