No 2º ano do colegial tive que mudar de escola.
Fui pra escola nova sozinha, não conhecia ninguém.
Lembro que cheguei na sala e aula era de educação artistica.
Eu não tinha levado o material pra aula.
Então o garoto sentado na carteira da frente perguntou meu nome e me emprestou uma folha de sulfite.
Eu tinha um desenho do Kurama dentro do fichário que minha melhor amiga do meu antigo colégio tinha feito pra mim.
Lembro que passei por cima e pintei o desenho.
O cara da frente virou pra trás e pirou por eu conhecer Yu Yu Hakusho e começamos a conversar.
A amizade nasceu ali.
Começamos a sentar juntos e discutir mangás e música.
Logo todo mundo da sala começou com famoso:
- "Hummm, tô sabendo".
Nisso, nos acanhamos e fomos cada um pro seu lado eu comecei a sentar na frente junto com um cara que tava começando a curtir hardcore também.
E o Bruno sentou no fundão com a Japa que curtia Hardcore também, mas só porque namorava um cara que tinha banda.
Mantivemos a cordialidade mas nos afastamos.
No 3º ano dividiram nossa turma.
Eu e o Bruno caímos na mesma sala e começamos a sentar juntos novamente.
Dessa vez a amizade engatou.
Começamos a comprar mangás juntos, íamos jogar CS em Lan House, eu dava meus cds de hardcore pra ele gravar pra mim (é eu não tinha computador na época), trocamos livros eu dei a biografia do Lula pra ele e ele me deu um livro sobre a vida de um cachorro não me recordo do título.
Logo, começamos a sair juntos e trocar beijos.
Não demorou muito pra começarmos a namorar.
Bem, nunca me diverti tanto com um namorado, na época não tinhamos compromisso com nada, exceto nos divertir fazendo coisas estúpidas.
O colegial acabou, entramos na faculdade juntos cada um em uma faculdade e em curso diferentes.
Aquela falta de compromisso não havia mais.
Falavamos línguas diferentes agora, a distância foi matando o aquilo que era fácil.
Terminamos, não nos falamos por uns 2 anos acho.
Nos encontramos por acaso um dia em uma praça de alimentação cada um com seu respectivo par.
Voltamos a conversar e era como se nunca tivessemos parado.
Mas vida de um já não cabia na vida do outro.
Às vezes, uma música ou alguma piada me trás uma lembrança forte dele e tudo que vivemos.
As pessoas realmente importantes estão sempre presentes e não importa como.


Nenhum comentário:
Postar um comentário