terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"..."



A partida dela me deixou assim pensando se aquilo era certo ou não.

Um dia



A minha coluna dolorida.
As contas para pagar.
A esperança fragilizada.
A insegurança refletida na minha insônia.
Caminham comigo todos dias.

Os dias vão seguindo.
Entro e saio dos lugares.
As pessoas são diferentes.
Mas as perguntas são as mesmas e o olhar tentando disfarçar a decepção com as minhas respostas também.
Todo mundo torcendo por mim tentando evitar "aquele assunto".
A vontade de desistir de tudo e jogar tudo pro alto vem todos os dias.
Prendo o choro, respiro fundo e continuo.
Até onde conseguir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Às vezes quando vou a Augusta



Estudei no período matutino nos 2 primeiros anos de faculdade.
No segundo semestre de 2007 decidi mudar para o período da noite.
Eu queria um estágio em tempo integral e também queria mudar de ares, porque mais da metade da turma que iniciou o curso comigo já tinha se desingrado.
Já tinha alguns amigos que estudavam á noite, que haviam me alertado que a sala era cheia de panelinhas.
De cara um amigo me disse que tinha um cara na minha sala que parecia comigo.
Assim que olhei pra ele o detestei a primeira vista.
Eu não sei explicar exatamente o que me fez despreza-lo sem ao menos ter trocado uma palavra com ele, mas tudo nele parecia forçado o jeito de ser sempre o mais engraçado, o mais foda, o cara tirava todo mundo e sempre se safava de tudo mesmo sendo um vagal.
Mas, aparentemente não foi recipropoco.
No começo ele tentou chamar a atenção, conversar e ficava me encarando.
Além de não ir com a cara do individuo, eu comecei a namorar um cara de fora da faculdade na época e o fato de ir em todos os shows de hardcore possíveis naquele ano, contribuiu muito para que eu realmente não desse muita atenção para qualquer um daquela sala.
Logo me tornei a anti-social da sala.
E as tentativas frustradas de conversas comigo se tornarão motivo de piada interna.
Um pouco depois procurei o figura no orkut, fiquei curiosa em saber o que o "poser" gostava notei que tinhamos mesmo muita coisa em comum, logo comecei a frequentar seu perfil quase que diariamente (é triste, eu sei).
No fim da faculdade ele começou a namorar e eu conheci outra pessoa.
Manerei na monitorição.
Até que decidi parar de vez, me convenci do quanto aquilo era ridiculo.
Eu não encontro muitas pessoas com quem estudei na faculdade por aí.
Mas as vezes quando vou a Augusta vejo ele por lá, as vezes almoço no centro vejo ele por lá e as vezes quando estou no metrô o vejo.
Ele me olha e fingi que não me vê.
Eu faço a mesma coisa.